A HISTORIA NEGRA DO TANGO - O tango nasceu num bairro de descendentes de escravos africanos na Argentina

por Rucangola Ruca, domingo, 17 de Junho de 2012 às 09:21 ·
Exposição em Buenos Aires revela a "história negra" do tango

ELENA ARSUAGA
Buenos Aires - O tango, de raízes suburbanas, tem também uma "história negra" que se relaciona com os ritmos afroargentinos, um "segredo" que foi resgatado pelo antropólogo Norberto Pablo Círio.

"Apesar de sempre existir esse rumor sobre a presença negra no tango, esse assunto nunca foi bem estudado e compreendido", explica à Agência Efe Círio, promotor da exposição "Historia Negra Del Tango", que acaba de ser inaugurada em Buenos Aires.

O antropólogo decidiu entrar em contato com a comunidade argentina de ascendência africana para saldar essa "dívida histórica e social com um dos grupos fundadores do país".

Sob o lema que "tudo tem sua história negra, mas desta vez estamos orgulhosos", o antropólogo organizou uma mostra composta por mais de uma centena de peças que pretendem provar este pioneiro enfoque sobre uma realidade que havia sido vagamente tratada na academia e sempre a partir de uma perspectiva branca, lembra Círio.
Partituras, discos e fotografias originais de época e em sua maior parte inéditas cedidas para a ocasião formam o percurso feito nas últimas décadas do século 19 e analisa o candombe, "a música e o baile distintivos e emblemáticos desta comunidade", e a música de carnaval, que para Círio desenham o contexto no qual nasceu o tango.

A exposição aprofunda na presença de afroargentinos nos diferentes períodos do tango como gênero, a partir da figura de Rosendo Mendizabal, "um marco indiscutível" nas origens do tango, opina o especialista.

"Joia"A maior "joia" da mostra, instalada no museu Casa Carlos Gardel, é uma partitura original de 1897 de "El Entrerriano", uma das mais importantes composições de Mendizabal, cuja publicação marcou para Círio a origem da "Guardia Vieja" como período estilístico do tango.

A exposição destaca também as figuras do compositor e músico Ruperto Leopoldo Thompson, quem introduziu o chamado estilo "canyengue", e do pianista e compositor Horacio Salgán, cujo tango "A fuego brando" foi "o germe de todo o movimento estético de Astor Piazzolla e sua escola", assegura o antropólogo.

Outro dos compositores destacados na mostra é Enrique Maciel, cuja valsa "La pulpera de Santa Lúcia", de 1929, é de acordo com Círio "o hino, a obra emblemática das valsas crioulas".
"Desde a origem do tango até o presente sempre houve músicos, compositores e dançarinos negros", explica à Efe Horacio Torres, diretor do museu, quem lembra que dois dos seis guitarristas de Gardel eram afroargentinos.

Completam a mostra partituras e discos de compositores brancos como Sebastián Piana e músicos como Alberto Castillo, que tratam a partir de diferentes perspectivas a temática da negritude.

Consulta inéditaCírio considera que o inovador desta proposta é que "nunca antes a comunidade afroargentina tinha sido consultada e estudada, não havia sido dada uma oportunidade, espaço para uma palavra, voz e o voto a esta parte da história".

Para ele, "no melhor dos casos que escreveram a favor desta teoria sempre o fizeram com base unicamente em documentos escritos por brancos, o que tornava a abordagem parcial.

"Esta questão foi mal estudada por falta de provas, mas fundamentalmente pela curta visão europeísta, resultante de como pensam os argentinos como nação", em cuja construção da identidade "se enfatizou um projeto branco europeu e cobriu-se com um manto de esquecimento as outras tradições culturais anteriores, como a negra e a aborígine", conclui.

"LA HISTORIA NEGRA DEL TANGO"Onde: Museu Casa Carlos Gardel (Jean Jaurés, 735, Abasto, Buenos Aires, Argentina)

Desenho de casal de negros dançando tango. Publicado no periódico "La Ilustración Argentina", de Buenos Aires, em 1882
Foto feita em Buenos Aires (1920) de um compadrito, figura típica dos cabarés portenhos


O tango nasceu num bairro de descendentes de escravos africanos na Argentina
O tango nasceu num bairro de descendentes de escravos africanos na Argentina
Gabino Ezeiza , um dos representantes do Tango Afro Argentino
Show de 2009 em Buenos Aires realizado pelo grupo argentino de candombe Bakongo
Candombe - Tango Negro
Discografia - Pianista , compositor e pintor , Juan Carlos Caceres depois de uma longa carreira pelo Mundo ,20 albuns , consagra uma parte de seu tempo a pesquisar sobre as origens Negras do Tango .
Discografia - Tango Negro Trio - 2011
Discografia - Tango Negro do musico argentino Athos Bassissi
Discografia - TANGO NEGRO - Best Of Tango Argentino , Candombes , Danza y Movimiento

[PontosDeCultura] TEIA RS 2012 - Inscrições Abertas!

Saudações Ponteiras e Ponteiros do Rio Grande do Sul!

É com imensa satisfação que o Pontão de Cultura de São Leopoldo através da
Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura Municipal de São Leopoldo, a
Universidade Federal do Rio Grande- FURG, o Ministério da Cultura -
Secretaria da Cidadania e Diversidade Cultural (SCDC), a Secretaria de
Estado da Cultura do Rio Grande do Sul (SEDAC) e a Comissão Gaúcha dos
Pontos de Cultura convidam a todas e todos a participarem da TEIA RS 2012 -
Encontro da Diversidade Cultural Gaúcha, a realizar-se nos dias 29, 30 de
junho e 1º de julho de 2012, na cidade de São Leopoldo - RS.

Esse encontro vem reunindo esforços de diversos atores que entendem a
política dos Pontos de Cultura como diretriz essencial para o fomento da
arte e da cultura no Estado. O resultado desses diálogos será o evento que
está sendo construído de forma coletiva, transversal e democrática, de modo
a avançar no sentido da construção de políticas públicas para a cultura
popular no Rio Grande do Sul.

Inscrições da TEIA RS 2012

Cada Ponto de Cultura, mesmo que já tenha encerrado seu convênio, poderá
indicar uma ''delegada'' e uma ''participante'' (duas pessoas) para o Fórum
Gaúcho dos Pontos de Cultura, sendo que para o delegado e participante
indicado o evento disponibilizará hospedagem e alimentação. Estamos
articulando a questão do transporte até São Leopoldo.

As inscrições deverão ser realizadas através do link http://goo.gl/eEwvw e
deverão ser feitas *até o dia 17 de junho de 2012.*

Mostra Artística e Oficinas

Se seu Ponto de Cultura tem interesse em apresentar trabalhos artísticos ou
oficinas deverá indicar no momento da inscrição.


Comissão Organizadora da Teia RS - 2012

lançamento de editais para 160 Pontos de Cultura no RS

O GRUPO DE ESTUDOS SOBRE O ABORTO (GEA)
O que é o GEA?

 É uma entidade multidisciplinar criada em Junho de 2007, que reúne médicos, juristas, antropólogos, movimentos de mulheres, psicólogas, biólogos e outras atividades. Não é uma ONG e não tem verbas próprias. Conta com inestimável apoio do MINISTÉRIO DA SAÚDE (MS) e da SOCIEDADE BRASILEIRA PARA O PROGRESSO DA CIÊNCIA (SBPC). Seu foco é capilarizar a discussão do tema ABORTO sob o prisma da Saude Pública e retirá-lo da esfera do crime.

http://aads.org.br/gea
http://www.abortoemdebate.com.br/wordpress/





03/06/2012 - 12h43

Milhares protestam na Turquia contra mudanças em lei do aborto

PUBLICIDADE
DA REUTERS, EM ISTAMBUL
Milhares de pessoas foram para as ruas de Istambul neste domingo protestar contra os planos do primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, de formular uma nova lei para o aborto, uma prática que ele classificou como "assassinato".
Mulheres de todas as idades carregavam cartazes com slogans como "meu corpo, minha decisão"e "eu sou uma mulher, não uma mãe. Não toque meu corpo".

Bulent Kilic/France Presse
Milhares protestam contra mudanças na lei de aborto na Turquia
Milhares protestam contra mudanças na lei de aborto na Turquia
Erdogan desencadeou descontentamentos de grupos de mulheres e da oposição no fim de semana passado, quando atacou o aborto e partos por cesariana, classificando-os como planos secretos para interromper o crescimento econômico do país.
Na terça-feira (29), o primeiro-ministro anunciou que seu partido estava preparando um projeto de lei sobre o aborto, mas não deu detalhes.
O aborto até a 10ª semana de gestação é legal na Turquia desde 1983.

--
Rita Quadros
 

CONVITE: lançamento de editais para 160 Pontos de Cultura no RS - quarta (6/6), 11h, na Estado Maior da Restinga


Carxs Ponteirxs do RS,
Como puderam ver nos e-mails anteriores, é com imensa satisfação que o
Governo do Estado do Rio Grande do Sul e o Ministério da Cultura lançam,
nesta quarta, dois editais para seleção de 160 Pontos de Cultura no RS,
somando mais de R$ 18 milhões!
Gostaríamos muito de contar com a presença de vocês neste momento que, sem
dúvida alguma, é uma conquista de todxs agentes culturais que têm, há
anos/séculos, lutado pela efetivação de políticas públicas que
ampliem/universalizem o acesso aos meios (objetivos e subjetivos) de
criação, produção, distribuição e fruição cultural.
Esta vitória é de vocês!
Esta vitória é nossa!
Assim, pedimos aos Pontos de Cultura que desejarem participar deste evento
com algum tipo de produto de seu trabalho (exposições, videos, música,
economia solidária etc.) para enviar e-mail para
pontosdecultura@sedac.rs.gov.br até o final de segunda-feira, no sentido de
que possamos buscar viabilizar as condições.
Parabéns!
Podemos ainda mais!
Abração,
João

João Pontes
Coordenador de Pontos de Cultura / Diretoria de Cidadania Cultural
www.cultura.rs.gov.br / www.estado.rs.gov.br
 

Alagoas vai produzir a sua primeira Cartilha de Saúde

por Mônica Lima
Fotos: Ascom Sesau
 
Reunião de apresentação do projeto da Cartilha de Saúde “Omirá”
Alagoas terá a sua primeira Cartilha de Saúde voltada para população negra. “Omirá”, que significa liberdade, foi o nome escolhido para o projeto, que é pioneiro no Estado. O projeto foi apresentado nessa quinta-feira (31), durante reunião com a coordenadora do Programa DST/Aids da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), Fátima Rodrigues.

A cartilha é uma iniciativa da ONG Raízes da África, dirigida por Arísia Barros, que participou do encontro com dois integrantes da equipe técnica, os médicos Rosana Vilela e Cláudio Soriano.

De acordo com Arísia Barros, uma equipe está pesquisando as principais doenças que afetam a população negra em Alagoas. O método está focado em três eixos: o que é, o que sinto e onde trato.  Conforme destacou a presidente da ONG, após a conclusão, o trabalho passará pela análise de médicos especialistas, a exemplo de Rosana Vilela, referência no tratamento de anemia falciforme.
“A cartilha é um projeto ousado de proposta de saúde pública, que vai atender aos profissionais da Atenção Básica, bem como os usuários que utilizam essa principal porta de acesso aos serviços de saúde”, afirmou a coordenadora Fátima Rodrigues.

A Sesau vai patrocinar a impressão de dois mil exemplares da cartilha. A previsão é que o lançamento aconteça em 30 dias, em Maceió. No segundo semestre, a cartilha será lançada em Belo Horizonte.
Arísia Barros

 Médicos do GHC atenderão índios no Acre

 Equipe em reunião preparatória à missão, na diretoria do GHC.
*31.05.2012*
*MISSÃO SAÚDE*
Médicos do GHC atenderão índios no Acre

*Equipe de 13 profissionais parte na manhã desta sexta-feira, 1º de junho
*

Embarcam, no Aeroporto Internacional Salgado Filho, na manhã desta sexta-feira, 1º de junho, a equipe de 13 médicos do Grupo Hospitalar  Conceição que participam de uma missão de saúde para atender índios no Acre. Por solicitação da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), do Ministério da Saúde, o GHC está enviando os profissionais, que partirão rumo aos municípios de Rio Branco e Cruzeiro do Sul e de lá serão distribuídos em aldeias indígenas do Alto Purus e do Alto Juruá. O objetivo inicial é reduzir as taxas de mortalidade infantil, além de aprimorar o diagnóstico da situação de saúde para o planejamento de ações futuras.

A equipe do GHC é composta por três médicos de família e comunidade, um médico infectologista, oito médicos residentes de medicina interna e um médico residente de medicina de família e comunidade. Eles se dividirão em dois voos, com previsão de partida às 6h30min e às 7h30min. O retorno dos profissionais será em 10 de junho.

http://www.ghc.com.br/default.asp?idMenu=4&idRegistro=6169
**** __._,_.__


RUMO RIO +20

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25 DE MAIO- DIA DA ÁFRICA


Mama África

Chico César

Mama África
A minha mãe
É mãe solteira
E tem que
Fazer mamadeira
Todo dia
Além de trabalhar
Como empacotadeira
Nas Casas Bahia...(2x)
Mama África, tem
Tanto o que fazer
Além de cuidar neném
Além de fazer denguim
Filhinho tem que entender
Mama África vai e vem
Mas não se afasta de você...
Mama África
A minha mãe
É mãe solteira
E tem que
Fazer mamadeira
Todo dia
Além de trabalhar
Como empacotadeira
Nas Casas Bahia...
Quando Mama sai de casa
Seus filhos de olodunzam
Rola o maior jazz
Mama tem calo nos pés
Mama precisa de paz...
Mama não quer brincar mais
Filhinho dá um tempo
É tanto contratempo
No ritmo de vida de mama...
Mama África
A minha mãe
É mãe solteira
E tem que
Fazer mamadeira
Todo dia
Além de trabalhar
Como empacotadeira
Nas Casas Bahia...(2x)
É do Senegal
Ser negão, Senegal...
Deve ser legal
Ser negão, Senegal...(3x)
Mama África
A minha mãe
É mãe solteira
E tem que
Fazer mamadeira
Todo o dia
Além de trabalhar
Como empacotadeira
Nas Casas Bahia...(2x)
Mama África
A minha mãe
Mama África
A minha mãe
Mama África...

SEMINÁRIO INTERNACIONAL EDUCS - UNISUL/NEPESC/UFSC



Dias 30 e 31 de maio de 2012 acontece no Campus da Unisul Tubarão o V Seminário Internacional Educs e II Seminário Internacional – Literaturas Africanas, Gênero e Cidadania, a abertura do evento será realizada no dia 30 de Maio (Quarta-Feira) as 09h30 na Sala de Treinamento do Prédio Sede (Unisul-Tubarão), e conta com a presença de pessoas ligada a Rede dos Pontos de Cultura como Wagner Coriolano do Rio Grande do Sul.


Maiores informações, no blog do evento, clicando na figura abaixo:


RELATO DA CNPdC DA II REUNIÃO TEMÁTICA DO GT CULTURA VIVA – 26 e 27 de abril/2012

GT
RELATO  DA CNPdC  DA II REUNIÃO TEMÁTICA
DO GT CULTURA VIVA – 26 e 27 de abril/2012
Em nossa segunda incursão presencial desse processo do GT Cultura Viva, chegamos a Brasília com um dia de antecedência conforme nossa solicitação, o que permitiu mais tempo de trabalho à toda a Comissão, tanto na sistematização dos formulários regionais quanto nas respostas solicitadas pelo IPEA. Esse momento de troca de experiência foi muito proveitoso também para alinhar a discussão sobre as atividades desenvolvidas, que tem grande carga de trabalho que lutamos para dar conta nos prazos determinados.
No primeiro dia de reunião na SCC/MinC fomos autorizados a transmitir ao vivo os trabalhos, mediante alguns compromissos assumidos em termos de não editar imagens ou descontextualizar as falas. Para quem acompanha os registros do Mestre Lula Dantas, representante do Nordeste e também responsável pelas gravações, sabe que isso nunca ocorreu, suas edições somente visam facilitar a visualização do conteúdo, mesmo assim assinamos a papelada solicitada. Indo para o trabalho propriamente dito, tivemos a praxe: fala da secretaria, fala do IPEA e descrição da metodologia dos trabalhos do dia que está focada numa verticalização por meio da divisão em grupos segmentados: CNPdC, Representações Regionais, Secretarias do MinC, Vinculadas e Parceiros. Percebemos que entre esses participantes houve algumas substituições incorrendo em situações na qual as pessoas ainda não tinham uma ideia clara do seu papel no encontro. Felizmente nós conseguimos nos fazer presentes garantindo a continuidade da atuação da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura. Ressaltamos aqui o grande auxílio de Patricia Ferraz do Pontão de articulação da CNPdC e “Faísca” do DF, parceiros que estiveram firmemente conosco nos dois dias de trabalho.  Também estava presente somando o time, Marjorie Botelho, do Ponto de Cultura Rural (RJ) representando o Conselho Nacional de Juventude.  Todo esse coletivo contribuiu propositivamente na qualidade do debate, trazendo suas experiências e vivências.
Na tarde do primeiro dia tivemos um momento de discussão mais acalorada a respeito da gestão compartilhada, possivelmente deflagrada pelas respostas dadas pela CNPdC para as questões elaboradas pelo IPEA e pelo fato de termos salientado a gênese do programa, relembradas nas falas do ex-Ministro da Cultura Gilberto Gil e do Presidente Lula na primeira cartilha do Programa Cultura Viva. Longe de ser uma atitude provocativa, desrespeitosa ou “saudosista”, tínhamos o único objetivo de referenciar nossa fala sobre uma construção vinda do ventre do Programa. Isso gerou certo desconforto e levou a um embate sobre a questão conceitual que norteia inclusive a gestão compartilhada. Foi um momento importante e de nossa parte muito íntegro porque não estávamos inventando nada, mas sim explicitando a realidade, onde boa parte dos Pontos de Cultura, Gestores Estaduais e Municipais, desconhece ou se conhece não põe em prática no seu cotidiano. É necessário uma divulgação e integração maior dos conceitos do Programa na descentralização/federalização para que o mesmo não vire um mero repassador de recursos ou seja decidido às bênçãos e graças do gestor estadual ou municipal de cultura. A CNPdC levantou a necessidade de mobilização e inclusão das Coordenações Estaduais e Municipais no GT Cultura Viva, ausentes até o momento. A SCC ficou de elaborar e enviar um ofício com informações.
Nós da CNPdC, iniciamos o segundo dia de trabalho na SSC/MINC com um diálogo muito proveitoso com o Bernardo Machado (Diretor de Programas Integrados) da SAI – Secretaria de Articulação Institucional, que nos informou acerca da Eleição dos Colegiados Setoriais do Conselho Nacional de Políticas Culturais, que  se dará em plataforma virtual, permitindo uma ampla participação popular, sendo uma estratégia importante a inscrição, articulação e candidaturas do Movimento Nacional dos Pontos de Cultura, que poderá vir a ocupar várias cadeiras, fortalecendo a presença do Movimento nesta instância. A cadeira que era ocupada por Chico Simões hoje está vaga, não temos a expectativa de renovação, não nos foi acenada essa “vontade política” e se não fizermos uma mobilização para tal, ela irá para alguma entidade parceira do MinC.
Dando continuidade aos trabalhos, tratamos sobre dinâmica e governança das redes, fomento e sustentabilidade, com questões que por vezes deixavam margem para dúvidas quanto ao sentido. Ao refletir sobre as redes em especial as virtuais e sua densidade, chegamos a conclusão que os últimos dois anos talvez tenham minado a confiança dos Pontos de Cultura no Programa. Sempre quando questionados sobre o fato de que vários problemas burocráticos tem origem junto com o programa, ao que concordamos, insistimos em sublinhar a necessidade do Ministério da Cultura cumprir seu papel de gestor tratando de frente da resolução das questões de forma oficial e pró-ativa, adequando sua estrutura administrativa às necessidades de melhoria, fortalecimento e continuidade do programa.  Percebe-se claramente que o governo atual, mesmo sendo de continuidade,  inaugura na área da cultura um novo conceito  político e orçamentário, o que promove perda do encantamento no maior legado da cultura brasileira dos últimos anos, que é o Programa Cultura Viva. Isso é intangível, é impossível ser aferido nesse formato de pesquisa, mas visível na dificuldade de mobilização e na superficialidade de certas discussões  referentes aos Pontos de Cultura.
Em breve intervalo, a Secretária da SCC, Márcia Rollemberg, recebeu a Comissão da CNPdC, onde fomos informados que:
  • A TEIA Nacional acontecerá em 2013.
  • As TEIAs Estaduais, talvez, junto com o Seminário Cultura Viva, de acordo com as demandas de cada Estado.
  • A SCC está analisando a viabilidade de acontecer reunião com a CNPdC na Rio+20 e dependerá da nossa articulação e mobilização para a hospedagem solidária acontecer.
  • Como já vem sendo articulado desde o FST 2012, A Rede Nacional de Cultura Ambiental Afro-brasileira convidou a CNPdC para somar na tenda dos Povos tradicionais de matriz africana e estamos fazendo a construção colaborativa (venha vc também) da programação neste link:
  • estão previstos: Encontro Mundial dos Povos de Terreiros, I Conferência Livre Internacional da Cultura Viva, Campanha Continental Cultura Viva Comunitaria e as datas principais de convergência serão de 18 a 22 de junho de 2012. Pretendemos seguir avançando na agenda positiva com a SCC e firmando o ponto, protocolamos ofício solicitando que seja viabilizada a reunião da SCC com a CNPdC dentro da Cúpula dos Povos na tenda dos Povos Tradicionais de Terreiros que serão nossos anfitriões nesse grande encontro.
Seguindo os trabalhos, as questões sobre o fomento e a sustentabilidade diziam respeito aos editais, bolsas e prêmios e como podem ser aprimorados, ao que recuperamos um fato muito importante e permeia a discussão de gestão compartilhada, redes e fomento: alguns dos editais do Programa Cultura Viva publicados a partir de 2008 atendiam demandas apresentadas durante as TEIAs pelos Pontos de Cultura, ou seja, o Programa ia se moldando à realidade das ações com a gestão compartilhada. Um grande desafio está lançado com a integração dos novos atores, os gestores estaduais e municipais, que devem dar continuidade ao conceito do Cultura Viva.
Na sequência deste segundo dia da II Reunião Temática houveram repactuações e alguns problemas foram apontados, entre eles a alteração do Cronograma do GT Cultura Viva, com o adiamento do Seminário Cultura Viva inicialmente marcado para maio e a possibilidade da realização dos seminários durante as Teias Estaduais, possibilidade ainda sendo analisada pela SCC/MinC. Percebemos claramente que os elementos de gestão que precisam ser repensados. Registramos que a CNPdC tem interesse em participar da elaboração do Plano de Comunicação que está sendo discutido com coletivos da Cultura Digital, mas não tem acesso as informações e reuniões. Banda larga para os Pontos de Cultura, antena GESAC, comunicação institucional inexistente, são assuntos ainda não discutidos suficientemente.
O Américo Córdula, representante da Secretaria de Políticas Culturais, informou sobre o andamento do SNIIC – Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC), um banco de dados de bens, serviços, infra-estrutura, investimentos, produção, acesso, consumo, agentes, programas, instituições e gestão cultural, entre outros, que estará disponível para toda a sociedade. Terá todas as informações culturais, inclusive dos Pontos de Cultura.
Finalmente a questão do nome “Redesenho”. Colocamos novamente o fato que essa nomenclatura remete imediatamente ao período mais conturbado dessa atual gestão do MinC junto aos Pontos de Cultura, e isso tende a nos afastar da colaboração com os formulários e discussões. As interpretações ao nome variam de acordo com os referenciais teóricos e práticos das pessoas, geralmente de forma positiva e até conciliatória, mas para a maioria dos Pontos de Cultura remete a um “refazer o que não estava bom”, ou ainda o comentário do Pedro Luiz na plataforma da http://cultura.sc/pontos/, numa publicação que sequer tratava desse assunto: /agora é tudo “redesenho”… vide também na instância federal. Só que esse estão usando mais a borracha do que o lápis/.
O assunto foi discutido e a SCC e IPEA ficaram de fazer uma consulta jurídica por causa da portaria que autoriza a criação do GT-Cultura Viva para renomear ou rebatizar esse momento. (A saber,  Portaria do MinC de 19 de abril de 2012, em seu Art. 1º Instituir Grupo de Trabalho, denominado GT-Cultura Viva, para elaborar proposta de redesenho do Programa Cultura Viva, criado por meio da Portaria MinC nº 156, de 2004, alterado pela Portaria MinC nº 82, de 2005). O que criou um desafio para nós, sugerir um novo nome, num espírito de Gestão Compartilhada, uma vez que para nomear o “Redesenho”, não fomos consultados. De acordo com a própria Secretaria Márcia Rollemberg a princípio a substituição do nome não traria grandes problemas. Além disso, na opinião da CNPdC seria um gesto interessante: o trabalho se moldando a realidade.

Por fim concluímos que a avaliação do IPEA não contempla a gestão do Programa pois não avalia o Ministério da Cultura fazendo uma análise dos impactos na execução dos convênios, nos atrasos dos repasses dos recursos, na ausência de capacitação de qualidade nas áreas de Gestão para os servidores do MinC, no setor de prestação de contas, na comunicação institucional insuficiente, no desaparelhamento do Estado, na interferência da burocracia nas execuções dos planos de trabalho dos Pontos e Pontões de Cultura.
Apresentamos anexo Relatório Virtual da II Reunião Temática, contendo links para os documentos produzidos, álbum de fotos e do vídeo do Streaming na íntegra, pois não foram permitidas edições pela SCC/MinC.