Convite 13 de Maio- Imperdivel


“É uma satisfação poder fechar uma história de amor com chave de ouro”

Por causa de um amor surgido em plena Ditadura Militar, Ana e Maura enfrentaram o preconceito e a rejeição da família. Mas 37 anos depois, a relação continua forte e agora é reconhecida pela lei

Juliana Moraes , do iG São Paulo |

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Apesar de dividirem o mesmo teto há quase quarenta anos, as culinaristas paulistas Maura e Ana só recentemente conquistaram o direito de oficializar a sua união e garantir os mesmos direitos legais que os casais heterossexuais recebem.
“Quando nós entramos com o pedido de casamento, em janeiro, a lei ainda não estava em vigor”, explica Maura, se referindo decisão do judiciário do estado de São Paulo, que desde 1º de março garante equivalência de diretos entre casais gays e héteros que se casam no civil.

Quem tem que decidir o meu futuro na hora da doença é quem mora comigo, quem me conhece (Maura)
“Resolvemos casar no civil porque queríamos conquistar todos os direitos de um casal. E ainda existem as questões médicas envolvidas, de hospitalização, de herança e tudo mais. Quem tem que decidir o meu futuro na hora da doença é quem mora comigo, quem me conhece”, afirma Maura com uma certeza inabalável.
Convictas e conscientes de seus direitos, ela oficializaram seu casamento e trocaram alianças na ensolarada manhã do último sábado (20), num cartório da Praia Grande, no litoral paulista. Para a cerimônia simples, mas carregada de emoção, foram convidados apenas amigos íntimos e alguns familiares.
Mas a impossibilidade de “casar no papel” não é nem de longe a maior dificuldade que as duas enfrentaram por causa de seu amor. Por esse sentimento, Ana e Maura enfrentaram os familiares e sofreram preconceito nas ruas. Sem apoio dos pais, as duas começaram a namorar em um momento político conturbado no País.
“Em 1975, ainda existia a Ditadura Militar, era tudo muito mais complicado. A gente era obrigada a se encontrar escondidas”, lembra Ana. “Sofremos pressão das famílias. Quando a gente saía para um chá, sempre tinha alguém seguindo, tínhamos que mudar de hábitos para ninguém pegar a gente. Era uma vergonha você ter um filho homossexual, éramos tratadas como se tivéssemos uma doença infecciosa”, completa Maura.

“Em 1975, ainda existia a Ditadura Militar, era tudo muito mais complicado. A gente era obrigada a se encontrar escondidas” (Ana)
A maneira encontrada para fugir da não aceitação dos pais veio com um grande pesar: o afastamento de toda a família. Mantendo contato à distância com os irmãos e os sobrinhos, Ana e Maura até se mudaram da capital paulista para a praia. “Quando você não tem apoio das únicas pessoas que poderiam te ajudar a passar por isso...”, emociona-se Maura, interrompendo sua fala.
Edu Cesar
Discretas, Ana e Maura se beijam para comemorar o casamento
Prosseguindo, Maura fala mais das dificuldades que elas enfrentaram em todos esses anos. “Nós nos amamos, então tivemos que nos afastar de todos aqueles que tentaram nos prejudicar. Vivemos só nós duas. Nunca tivemos uma casa para comemorar Natal, fim de ano, ninguém que nos chamasse para algum evento de família. Então nós duas levamos as nossas vidas, e isso não interessava a mais ninguém. Com amor, blindamos a vida e não deixamos ninguém se intrometer. São raras as pessoas que entram em casa”, desabafa ela.
Se por um lado, o convívio familiar foi conturbado, por outro, os anos de luta trouxeram maturidade ao casal. “Nós temos cumplicidade. Passamos pela etapa da paixão, depois pela da serenidade e amor, agora estamos na fase do amor e da cumplicidade. Chegamos ao ponto em que ninguém precisar abrir a boca. Basta um olhar”, diz Ana.

“Vivemos só nós duas. Nunca tivemos uma casa para comemorar Natal, fim de ano, ninguém que nos chamasse para algum evento de família. Então nós duas levamos as nossas vidas, e isso não interessava a mais ninguém. Com amor, blindamos a vida (Maura)
Elas veem o casamento como uma forma de coroar os 37 anos de união. “Para nós teve um motivo maior. A gente sentiu como se estivesse fechando um ciclo que a gente não via como poderia ser fechado. A gente pensou que nunca teria um fim e a gente viu que dava, sim. É uma satisfação poder fechar uma história de amor com chave de ouro", analisa Maura.
A cerimônia foi marcada por gargalhadas e também por lágrimas. Discretas, as noivas optaram por não dar o beijo na boca após o tão esperado “sim”. “Temos que celebrar o amor”, conclui Maura, que agora adotou o sobrenome da mulher e se chama agora Maura de Almeida Moraes Scapolatiello.
 

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Presença da Mulher Negra no RAP e no FESMAN- Clube 13 de Maio - Santa Maria



NEGRAS na BATALHA.

Elas vem de São Leopoldo RS.
Inicialmente em 2005 eram o Trio TNB, Três Negras na Batalha, 3 vozes femininas negras.
Atualmente as Negras na Batalha são Paula Cristiane Nascimento - Nega Byll
e Luisa Helena Nascimento- Nega Bula.
As Negras tem participado de Debates,Seminários contribuindo na discussão e luta pela inserção da Mulher Negra na Sociedade Gaúcha.
Participando também ativamente nas pautas da Diversidade Cultural e Sexual.
E este ativismo fica evidenciado nas letras de seus RAPs .
Nos 110 anos do TREZE, Nega Byll e Nega Bula de São Léo.

Nota de Falecimento no Mundo Hip Hop de Porto Alegre.


 Partiu com vioIência o cara mais da paz que já tive o imenso prazer de chamar de irmão Mario Pezão. Que olorum lhe receba, que com a sua música e rimas pregava a paz!
O sepultamento Mario Pezão: amanhã dia 27/04, no Cemitério Jardim da Paz às 10:00hs.

Últimos dias para inscrever sua proposta de palestra no FISL 14



FISL 14 - Fórum Internacional Software Livre
Realização: Associação Software Livre.Org e Projeto Software Livre Brasil3 a 6 de julho de 2013
Centro de Eventos da PUCRS
newsletter #2

Corey Latislaw, palestrante convidada
Novos palestrantes convidados!
A lista de palestrantes convidados para o FISL14 não para de crescer. Já estão entre eles o fundador do Movimento Software Livre, Richard Stallman, o professor da Universidade de Brasília Pedro Rezende, a fundadora da Android Alliance of Philadelphia, Corey Latislaw, o diretor executivo da Linux International, Jon "Maddog" Hall, entre outros. A lista está em constante atualização, portanto, fique atento!  Leia mais.
Logo do FLISOL.
Sábado tem FLISOL no país inteiro
Realizado desde 2005, o FLISOL - Festival Latinoamericano de Instalação de Software Livre - tem marcas difíceis de bater: em 2013 ele acontece simultaneamente em 83 cidades de todo o Brasil, além de outros 19 países, cada um com mais dezenas de cidades. O principal objetivo do evento é apresentar o Software Livre, sua filosofia, seus avanços e desafios, ao público que ainda não o conhece ou é pouco familiarizado. Leia mais.
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A mãe negra na Academia