Baixe livros do Eric Hobsbawm em PDF

Baixe, nos links a seguir, vários livros do historiador britânico Eric J. Hobsbawm. Se tiver algum livro em PDF de qualquer autor, envie para faelvocal@gmail.com que publicamos com as devidas referências. Para acessar outros livros, veja a biblioteca do site
 Veja mais:
  1. Entrevista de Hobsbawm ao programa “Milênio”
  2. Cinco livros de história que todos deveriam ler
  3. História da Vida Privada, Eric Hobsbawm, Jacques Le Goff e outros: Novos livros disponíveis no site
Eric Hobsbawm

Clarice Lispector: literatura como salvação


Reunião Clarice Lispector
Em um mundo como o de hoje, mergulhado em uma crise real moral, emocional e psicológico permanente "deste lado" da economia (sempre ir "deste lado" da economia), mas, no entanto, evita as profundidades, afundou um e superfícies opacas novamente e ir utopias felizes famintos e literatura de curto prazo Clarice Lispector é um desafio, um desafio real:. primeiro confuso, então atordoa e finalmente frustrado Que é a literatura que tanto fascina Clarice Lispector? Por que deixar-nos mesmo com todo desarmado? Talvez porque não dar nada, porque a leitura é uma conquista pessoal, porque eu entendo que significa viver e ter uma experiência vital corte que nos confronta, especialmente nos (e nem todos estão dispostos, entre acidente vascular cerebral e acidente vascular cerebral, a pensar e já não sinto uma literatura que fala do corpo e vísceras como esta origem ucraniana brasileira certamente literatura "offshore").

Nora Levinton
Na Casa do Brasil de Madrid, após consulta com a Fundação Cultural Hispano-Brasileira , eo convite especial do poeta Márcio Catunda , tivemos a oportunidade ontem de organizar uma mesa redonda sobre Clarice Lispector e livro pesquisador e escritor Carolina Terrazas Hernandezintitulada Clarice Lispector: A náusea literária .

Nós escoltado dois exceção, o psicanalista e ensaísta Nora Levinton , membro da associação " clássico e moderno ", eo escritor Reina Roffe .
Nos últimos meses temos visto uma espécie de "renascimento" da literatura de Clarice Lispector. Talvez essa superexposição de mídia, cheios de manchetes sensacionalistas editoriais um pouco com calado muito raso e cheio de clichês, repartição de benefícios do seu trabalho, mas eu falei ontem confirmou que a literatura de Clarice continuou a ler que o número de seguidores cresce e seu papel no jogo e na literatura universal ainda está por avaliar. Se ignorarmos as reflexões de Italo Calvino, já podemos vê-lo como um clássico justamente porque literatura Clarice Lispector é difícil de classificar, para reduzir a tópicos, em última análise, é inesgotável .
6
Nora Levinton intervenção traçar o sinuoso da obra de Clarice Lispector, o que certamente oferece uma paisagem literária distópica, numa prosa que se desenrola a partir da associação livre de idéias, que, como na clínica psicanalítica, a voz narrativa falar sem censura. O leitor é, assim, confrontados com uma série de língua sinuosa, não importa onde a ação ou o que acontece com os personagens, mas também o pano de fundo da narrativa não tem nenhum significado aparente.

Nora diz Levinton literatura Clarice Lispector é mostrada a partir de um prisma crítico, em uma linguagem de literatura labiríntica descrevendo e demonstrando densidade-um mundo tortuoso onde o tédio é generalizada, forçando seus personagens para "segurar »náusea que ocorre todas as" mãos " .
Segundo Nora Levinton, testando Terrazas Carolina Hernandez sobre Clarice Lispector é singular, única no seu género, é cheio de narrativa poética e realizações e contribuições interpretativas, e sua grande virtude é que ele "entende Clarice Lispector Carolina e se decifrar" .
Clarice Lispector O leitor encontrará no livro de Carolina Hernández Terrazas uma ajuda inestimável para a compreensão ("com a razão e com o corpo" pode-se dizer, em suma, a "inteligência consciente") para um escritor que "quer viver esse personagem, ou talvez precisam para viver esse personagem. " Neste "escriturarse desejo" (como no caso de Pizarnik), literatura Clarice Lispector esconde o desejo de salvar a vida ('vida escrevendo ou "lembrar Jorge Sempriin), criando uma economia de espaço frente este "perturbar mundo."
Clarice Lispector
Em seu discurso, o escritor compartilhada Reina Roffé retumbante início o que o esforço criativo da literatura de Clarice Lispector: "A escrita é horrível, um peso", citando começou a dizer Roffé Lispector. Talvez fosse bom lembrar as palavras de um outro gigante da literatura americana, Juan Rulfo "sofrer a sério."

Para Reina Roffe, Clarice revelado em sua literatura, em seus escritos, "uma espécie de missão: salvar a vida de alguém, possivelmente ela mesma." Sua obra, densa, sua linguagem, complexo, a sua escrita, inclassificável. A partir da experiência da literatura Clarice Lispector, objetivamos Reina Roffe, perceber os 8.000 teses de doutorado publicadas no Brasil, e outras 3.000 em outras partes do mundo, a sua influência radical no cotidiano de milhares de leitores também perceber 3500 os tweets diários citam suas frases no Twitter.

Imagem inline 1

Caros e caras ponteirxs do RS, estamos à véspera de mais um encontro dos pontos, para muitos, o primeiro encontro na Rede de Pontos de Cultura. Estamos felizes por compartilhar este momento com todxs. Neste email, procuraremos trazer informações pertinentes a preparação de quem estará se deslocando até o encontro nas próximas horas-dias. Em anexo está a programação do encontro. 

Sugerimos que tragam materiais, folders, panfletos, livros ou quaisquer coisas que queiram trazer e trocar com outros pontos. Este é um momento riquíssimo, uma oportunidade de estabelecer trocas dos trabalhos realizados nas suas localidades-comunidades.

O encontro está todo "centralizado", não há necessidade de utilizar de transporte coletivo ou outrxs (para aquelxs que ficarão no hotel) a não ser que tenham dificuldades de deslocamento. 

As atividades acontecerão no Thatro São Pedro, no Auditório do Ministério Público e no Pálacio Piratini, ambos ficam na Praça da Matriz. Outros dois locais são a Casa de Cultura Mário Quintana e o Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo, ambos na Rua dos Andradas.

Credenciamento

A partir das 8h30 da manhã e se estendendo pelo dia 12, o credenciamento poderá ser realizado nos locais onde acontecerão as atividades do primeiro dia. É importante que todxs realizem o cadastramento uma vez receberão materiais e informações importantes sobre o encontro e outros procedimentos.

Sobre o transporte

Para quem vem do interior, faremos o reembolso das passagens mediante a apresentação dos bilhetes de transporte rodoviário. Notas de gasolina não poderão ser reembolsadas. Quem chegar na rodoviária e optar pelo táxi, deverá solicitar junto ao taxista a nota com o valor exato da corrida. A nota deverá ser nominal e preenchida pelo taxista para poder ser reembolsado.

IMPORTANTE: Quem chega na quinta-feira pela manhã, a partir das 8h, teremos uma pessoa (identificada) da organização do evento junto ao terminal de táxi da Rodoviária de Porto Alegre. Sugerimos que o procurem  para que possamos organizar melhor o deslocamento do terminal até o local da abertura do encontro.
No credenciamento, todxs receberão orientações sobre como proceder em relação aos reembolsos.


Sobre a Alimentação

Os locais para alimentação serão indicados no ato do credenciamento.

Sobre a Hospedagem

Para quem vem do interior, teremos hospedagem de acordo com a indicação feita através da ficha de inscrição e confirmação da organização. A hospedagem será no Hotel Embaixador que fica na Rua Jerônimo Coelho, 354 - Centro, Porto Alegre.
Para quem chega pelas 6h da manhã da quinta-feira ou antes (quarta-feira a noite ou madrugada) a  hospedagem já estará disponível. 

É importante ressaltar que a hospedagem será disponibilizada para representantes dos Pontos de Cultura do interior que fizeram suas inscrições em tempo hábil.

Desejamos a todxs que viajam, uma boa viagem! E para todxs um ótimo encontro!

Quaisquer dúvidas ou dificuldades, estaremos disponíveis nos telefones 51 3288 7521 ou pelo 51 8445 6563.

--

Rede RS de Pontos de Cultura
(51) 3288.7521

Diretoria de Cidadania e Diversidade Cultural
Secretaria de Estado da Cultura
Governo do Estado do Rio Grande do Sul



--
Ana Paula Stock

Reunião "8° Fórum de Pontos do RS - Pontos de Cultura Transformando o Rio Grande"

"8° Fórum de Pontos do RS - Pontos de Cultura Transformando o Rio Grande" Domingão de trabalho no Ponto de Cultura Quilombo Do Sopapo: Comissão de Pontos de Cultura do RS, Secretaria de Cultura do RS, MinC e Comissão de Educação e Cultura da Assembléia Legislativa fechando os últimos preparativos. Participe! É de 12 a 14 na Casa De Cultura Mario Quintana

Tribunal libera editais de concursos culturais voltados exclusivamente para negros

06/12/13 19:51

Tribunal libera editais de concursos culturais voltados exclusivamente para negros
O TRF da 1.ª Região liberou a execução de concursos culturais referentes a editais do Ministério da Cultura (MinC) destinados exclusivamente a pessoas negras que trabalhem com linguagens de cinema, de literatura, de pesquisa de bibliotecas, de artes visuais, de circo, de música, de dança e de teatro. A decisão resulta da votação da 5.ª Turma do Tribunal no julgamento de agravo de instrumento interposto pela União, reformando, por maioria, decisão do juízo da 5.ª Vara Federal do Maranhão, que, em ação popular, determinara a imediata suspensão de todo e qualquer ato de execução dos concursos.



Editais impugnados – o MinC lançou quatro programas questionados pela ação popular: fomento a seis obras audiovisuais de curta-metragem, dirigidos ou produzidos por jovens negros, de 18 a 29 anos, com temática livre; seleção de projetos de pesquisa para concessão de bolsas, propostos por pesquisadores negros, visando incentivar a produção de trabalhos originais, em território brasileiro; formação de parcerias para o desenvolvimento de projetos editoriais sob a forma de coedição, a fim de produzir publicações de autores brasileiros negros na forma de livros, em meio impresso e/ou digital, com o propósito de divulgar, valorizar, apoiar e ampliar a cultura brasileira dos afrodescendentes em geral e dar maior acessibilidade a sua produção cultural, artística, literária e científica; e premiação de 33 projetos nas áreas artes visuais, circo, dança, música, teatro e preservação da memória realizados por proponentes autodeclarados negros (pretos e pardos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE).

Na decisão agravada, o magistrado considerou que, “embora o Estado tenha o dever de fomentar medidas administrativas com feição político-afirmativa, oferecendo, por assim dizer, tratamento preferencial a grupos historicamente discriminados da sociedade brasileira”, os editais em questão “não se harmonizam com o princípio da isonomia”, porquanto programas “com o propósito de proporcionar exclusivamente aos produtores e artistas negros oportunidade de acesso a condições e meios de produção artística”, excluem “artistas brasileiros que pertençam às demais etnias”, “naturalmente impedidos de desfrutar desse programa”.

Em seu voto, o Desembargador Federal João Batista Moreira destacou que a Lei n. 8.666/93 veda “cláusulas ou condições que comprometam, restrinjam ou frustrem” o “caráter competitivo”. Assim, numa concepção positivista, para excepcionar essas regras, ainda que com a nobre finalidade de destinar os concursos, a título de ação afirmativa, exclusivamente a negros e pardos, haveria, no mínimo, a necessidade de outra lei.

Admitiu, ainda, que as cotas sociais não eliminam a competição; apenas estabelecem vantagem para as minorias, no ponto de partida. A par disso, concluiu o Relator que não faz muita diferença destinar aos negros a fatia de um programa ou um programa inteiro dentro de um conjunto de programas. Essa é a conclusão mais válida no caso, porque os programas instituídos não são de execução continuada, tal como acontece em curso universitário.

Por fim, acentuou que, no caso, a justiça da discriminação define-se pela relação lógica e razoável entre o critério empregado e o fim que se busca alcançar.

Processo n.º 0029353-66.2013.4.01.0000
Data do julgamento: 04/12/2013

Audiência Pública da Cultura!


Na próxima Quinta Feira na Casa de Cultura Mário Quintana. No teatro Bruno Kieffer vamos estar realizando a nossa Audiência Pública da Cultura! Assembleia CECDCT - Assembleia Legislativa do RS Com a temática. Lei Cultura Viva experiência dos Ponto de Cultura - RS. Com a presença do MinC, Sedac, FURG, Comissão Nacional Ponto de Cultura.

CARTA ABERTA À FRENTECOM E AO CONSELHO CONSULTIVO DE RÁDIO DIGITAL

Segue a Carta redigida a partir da Conferência “Espectro, Sociedade e Comunicação 2”, realizada na PUC-Rio entre os dias 26 e 28 de novembro de 2013. 

CARTA ABERTA À FRENTECOM E AO CONSELHO CONSULTIVO DE RÁDIO DIGITAL

http://www.conferences.telemidia.puc-rio.br/esc2013/doku.php?id=sobre



No mundo todo, vários países vêm desenvolvendo pesquisa sobre rádio digital, buscando tanto a melhoria na qualidade da transmissão e recepção de áudio, quanto novos benefícios para a comunicação de seus cidadãos. No Brasil, a exemplo da migração para a televisão digital, uma Portaria do Ministério das Comunicações (290/2010) orienta há mais de dois anos a tomada de decisão sobre a implementação do rádio digital no país, nomeado Sistema Brasileiro de Rádio Digital (SBRD). Em 2012, com o intuito de assessorar o Governo Federal, foi instaurado por meio da Portaria nº 365 do Ministério das Comunicações o Conselho Consultivo do Rádio Digital, que possui entre suas atribuições a análise dos testes feitos com os diferentes padrões de rádio digital, a análise das inovações tecnológicas e a formulação de políticas industriais para a implantação do rádio digital. Dois padrões tecnológicos se apresentaram ao governo para participar dos testes, e desde então são candidatos para servir como base para a criação do SBRD: o HD Radio, propriedade privada da empresa norte-americana Ibiquity, cujo licenciamento no Brasil é feito pela empresa TellHD, e o Digital Radio Mondiale, padrão aberto mantido por um consórcio internacional de mais de 100 organizações. No entanto, segundo os critérios definidos por aquela Portaria, o HD Radio sequer deveria ser considerado, visto que contradiz em muitos aspectos as diretrizes definidas pelo Ministério, conforme demonstraremos a seguir.

De forma primordial, a Portaria 290 define critérios sociais para o SBRD que, até o momento, estão ausentes no debate iniciado no Conselho do Rádio Digital. Acreditamos ser problemático que a discussão a respeito da escolha do padrão de rádio digital esteja reduzida a um discurso técnico, sendo importante que o CCRD considere em seu trabalho as demandas e necessidades comunicacionais da sociedade brasileira. A legitimidade do SBRD não pode advir somente da mediação dos sinais de rádio, mas deve levar em conta uma reflexão e justificativas mais amplas. Nesse contexto, é essencial que a FRENTECOM se manifeste e tome uma posição clara sobre o assunto, que é de grande relevância para garantir a futura liberdade de expressão pelo espectro eletromagnético. Também faz-se necessário revisitar, no âmbito do CCRD, alguns pontos da portaria que merecem destaque e deveriam estar contemplados no momento da comparação dos critérios técnicos, a saber:

promover a inclusão social, a diversidade cultural do País (Art. 3o I)
acesso à tecnologia digital, visando à democratização da informação (Art. 3o I)
possibilitar a participação de instituições brasileiras de ensino e pesquisa (Art. 3o V)
propiciar a criação de rede de educação à distância (Art. 3o VII)
Após três dias de intensos debates entre representantes da academia brasileira, pesquisadores internacionais, integrantes de rádios públicas, comunitárias e livres gostaríamos de compartilhar com vocês algumas recomendações que abrangem tanto a dimensão técnica como social do rádio.

Em relação a escolha entre os dois padrões HD Radio e DRM, defendemos a adoção do padrão DRM como base para o desenvolvimento do SBRD, incluindo o Middleware GINGA como padrão de interatividade, para assim criarmos o primeiro sistema de rádio digital interoperável com a tv digital do hemisfério sul. Para o pleno sucesso do sistema, recomenda-se que os receptores compatíveis com o SBRD estejam aptos a receber todas as faixas de frequência. Segundo nossa reflexão, somente o sistema DRM respeita e leva em consideração, em sua totalidade, a Portaria 290/2010 (em anexo). Apesar de não se mencionar a interatividade no rádio na Portaria 290, propomos a utilização do Ginga como o sistema de interatividade do rádio digital, que será interoperável com a tv digital, pois a possível combinação com o DRM cumprirá com o critério de “estimular a evolução das atuais exploradoras do serviço (Art. 3o II). Durante a Conferência ESC2 foi feita a primeira demonstração pública de um aplicativo interativo Ginga transmitido, recebido e executado utilizando-se o padrão DRM, experimento realizado pelo Lab. Telemídia da PUC-Rio.

Ao mesmo tempo, recomendamos desconsiderar o HD Radio como um possível padrão de rádio a ser adotado no Brasil porque o mesmo não atende à Portaria 290/2010 em vários pontos. Destacamos aqui cinco características deste modelo que estão em desacordo com as exigências definidas naquela Portaria:

O codec de áudio é segredo industrial e não cumpre com a exigida transferência de tecnologia prevista na Portaria 290 (Art. 3o IV)
Não otimiza o uso do espectro pela sua arquitetura técnica que exige maior largura de banda (Art. 3o VII)
Não funciona em todas as faixas de frequência, operando somente em VHF Banda II (FM) e OM (Art. 3o X)
Não democratiza a informação e o acesso aos meios de comunicação, visto que não permite a existência de um maior número de emissoras dentro da banda FM ou em outras faixas (Art. 3o I)
Exige uma licença para o seu uso, e para sua fabricação, expedido somente por uma empresa norte-americana, o que conduziria a um novo monopólio empresarial (Art. 3o III)
Deste modo, diante da evidente incompatibilidade do HD Radio com a Portaria 290, a plenária da Conferência ESC2 vem a público questionar a realização de testes com um padrão que não atende à Portaria 290/2010. Trata-se de gasto de recursos públicos não justificado, e em contradição com os critérios definidos anteriormente. A opção de se criar um novo padrão de rádio digital também é ineficaz, pois apresenta problemas de escala e sustentabilidade econômica. Do mesmo modo, a adoção de dois sistemas incompatíveis (HD Radio e DRM) também não é uma proposta razoável, visto que o HD Radio não cumpre as exigências da Portaria do Ministério e sua adoção junto com o DRM representaria um notável aumento de royalties nos equipamentos e da complexidadade de fabricação de receptores, encarecendo estes produtos.

Além da escolha de um padrao técnico, gostaríamos de mencionar outros importantes critérios políticos, sociais, econômicos e ecológicos, que deveriam ser levados em conta para o desenvolvimento do SBRD:

Que a decisão pelo sistema leve em consideração políticas de desenvolvimento e integração com outros países. Neste sentido, vale mencionar que o padrão DRM já foi adotado pela Rússia, India e África do Sul, que junto com o Brasil e China compõem os BRICS. A adoção de um padrão aberto de rádio digital também abriria a possiblidade de cooperação Sul-Sul ou entre os países-membros do Mercosul.
Permitir a multiprogramação e a criação de mais emissoras radiofônicas (possível no caso de um uso mais eficiente do espectro) para contribuir com a pluralidade e diversidade da mídia;
Adoção de tecnologias abertas (como o DRM para a base do SBRD) que garantam a incorporação de melhorias desenvolvidas no Brasil, permitindo o desenvolvimento local e estimulando a colaboração com outros países;
Que os receptores suportem as tecnologias definidas pela norma do SBRD.
Que os receptores funcionem em todas as bandas de radio (OM, OT, OC e VHF), sempre que possível.
Que a digitalização permita o pleno cumprimento dos fins sociais de todos os serviços radiofônicos previstos na Constituição e leis específicas brasileiras.
Não discriminação de rádios comunitárias e públicas no processo de digitalização do espectro;
O DRM exige menor consumo de energia, tornando-o um padrão mais ecológico e econômico que o HD Radio;
Exclusão de tecnologias que necessitem de licenças e certificações que saiam da esfera pública;
O rádio digital deve reforçar a redução da desigualdade social do país como um dos processos norteadores da decisão do padrão;
Que a digitalização do rádio se conceba com a perspectiva de uma nova lei de meios;
O SBRD deve permitir novas formas de transmissão de informação, permitindo a interatividade e novos serviços;
Sugerir a criação de linhas de financiamento para apoiar a pesquisa, desenvolvimento e implementação do SBRD (assim como existe o Programa BNDES de Apoio à Implantação do Sistema Brasileiro de TV Digital - BNDES PROTVD) com ênfase especial para o acesso das rádios comunitárias aos equipamentos digitais e dos cidadãos a receptores de rádio digitais a preços razoáveis;
Em face do foco estritamente técnico que as discussões do CCRD tomaram, recomendamos que no momento do anúncio do padrão do SBRD, seja criado o Fórum do SBRD com filiação aberta, gestão democrática e participação da academia (de forma multidisciplinar) e da sociedade civil, dialogando com o Fórum do SBTVD de forma a reposicionar o debate da digitalização da radiodifusão como uma verdadeira contribuição à democratização da mídia brasileira e a plena garantia do direito à comunicação.